terça-feira, 24 de março de 2009

Anorexia

O corpo da mulher como ideal de beleza universalmente aceite, tem sofrido ao longo dos tempos, diversas imagens com aspectos mais ou menos valorizados. Esses aspectos estiveram sempre relacionados com a quantidade de massa adiposa considerada bela para a época. Em épocas passadas as formas cheias das mulheres aparecem muito valorizadas nas pinturas renascentistas. As artes, nomeadamente a pintura e literatura teceram muitas obras acerca da sua beleza.
Actualmente a relação entre a mulher e o seu corpo tornou-se mais evidente, uma vez que a exigência de um corpo magro, esquálido por vezes, entendido como um padrão de beleza exigido pela moda sobretudo, que apenas fabrica roupa para pessoas magras, recai principalmente sobre o sexo feminino. A preocupação com o corpo tornou-se uma manifestação frequente nos relatos clínicos, centrando-se na imagem corporal e se estão mais ou menos gordas. Por consequência vem a preocupação com a comida e uma batalha com exercícios físicos, dietas e contagem de calorias. Evidentemente que nem todas as mulheres que fazem isto sofrem de anorexia, no entanto existem as que vivem uma autêntica tirania da magreza, suprimindo completamente os alimentos, causando sérios danos físicos e psíquicos e imenso sofrimento para elas e para a família. Se são os ditames da moda propagados pela comunicação social ligada ao meio os responsáveis pela disseminação desta imagem de beleza que podemos apelidar de cadavérica, ou uma doença que se esconde por detrás de um padrão de beleza, o facto é que uma doença mortal quando não tratada. Podemos descreve-la através de características bem especificas. A anorexia nervosa tem início no princípio da adolescência e atinge na maioria o sexo feminino, existindo também nos rapazes mas em menor percentagem. É reconhecível pela insistência que as pacientes apresentam em manter um peso abaixo do padrão de normalidade, que é o resultado da privação alimentar apesar de sofrerem terrivelmente com a fome. Esta doença começa geralmente a partir de uma dieta em que são restringidos muitos alimentos considerados “ alimentos que engordam”, conduzindo com o decurso da doença a uma perda de peso muito acentuada apresentando a adolescente ou mulher jovem um corpo esquálido e quase andrógino. Aos poucos passa-se a viver exclusivamente em função da dieta, da comida, do peso e da forma corporal, o que dificulta o convívio social, tornando-se este por vezes inexistente.
A intensa ligação com a comida, (patológica é claro) em alguns casos, torna o hábito alimentar cada vez mais secreto, bizarro e ritualizado, ao ponto de por vezes, ainda no início ninguém se aperceber do problema a não ser pelo facto da adolescente ou mulher estar cada vez mais magra. Em estados muito avançados as pacientes deixam de fazer a sua vida normal, quase sempre por incapacidade física, levando a internamentos muitas vezes com estados muito debilitados, que podem ser fatais, pois o corpo desnutrido deixa de funcionar levando ao colapso de órgãos vitais, tais como o coração e os rins. Quando as adolescentes resistem à vontade de ingerir comida, tal é sentido como um triunfo, mas se pelo contrario não o conseguem fazer quer por imposição da família, ou aspectos sociais, então sentem-se tristes e deprimidas, levando a hábitos de esconder comida para não a ingerirem, não se sentarem à mesa com a família com a desculpa de estudar e irem comer para o quarto ou outros afazeres urgentes, ou então na impossibilidade de restringir os alimentos provocarem o vomito para controlar o peso.
Esta doença não contudo um produto dos dias actuais ao contrário do que se possa pensar, data de 1689 a primeira descrição na literatura médica sobre pessoas que rejeitavam alimentos, no entanto devido à facilidade de comunicação é hoje mais visível. Outras descrições são mais anteriores datando à idade média, da qual existem documentos referentes aos jejuns de raparigas que na tentativa de escaparem a casamentos forçados se privavam de alimentação ao ponto de perderem os contornos do corpo e caírem doentes e assim fazerem o noivo desistir do enlace.
A ideia que a anorexia é uma doença de causas orgânicas tem sido passada de alguma forma por quem que encontra explicação para tudo no biológico. No entanto está provado desde há algum tempo que a anorexia é uma doença psicológica que se traduz depois em manifestações físicas e psicológicas. Tal confusão, que traduz a anorexia numa doença apenas do comportamento alimentar, pode ser extremamente perigoso, pois pode conduzir à eliminação dos sintomas físicos, pela ingestão de alimentos e descurar a parte psicológica verdadeira causadora da doença. A anorexia é uma doença do foro emocional, em que os afectos estão perturbados por isso incapazes de deixarem o corpo funcionarem levando a comportamentos de oposição pela retirada voluntária dos alimentos, virando ao que parece uma raiva surda contra si próprias que faz as adolescentes definharem perante os olhos dos pais e amigos, como se através de um corpo magro exibissem o sofrimento e o horror da sua vida interna. De salientar que esta doença requer ajuda especializada, envolvendo uma equipa multidisciplinar(médicos psiquiatras e psicoterapeutas) onde o acompanhamento psicológico psicoterapeutico é fundamental para o tratamento desta doença. Quando não tratada pode levar à morte.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O que é a psicoterapia?

A psicoterapia é um processo de tratamento que tem como objectivos a elaboração e expressão de emoções que muitas vezes nos incomodam e provocam sofrimento. Trata diversos problemas psicológicos, entre os quais a depressão, a ansiedade e as dificuldades de relacionamento com outras pessoas são os mais comuns.

O tratamento destes problemas é feito através de sessões semanais de 50 minutos com um psicólogo que seja também psicoterapeuta. A psicoterapia pode ser combinada com outros tratamentos nomeadamente os medicamentos, que não curam os problemas mas aliviam os sintomas. Uma pessoa com depressão não se cura só com a ingestão de antidepressivos ou ansioliticos, podendo permanecer deprimida muito tempo.

A psicoterapia é uma forma muito eficaz de resolução de problemas ao nível psíquico, mesmo aqueles que duram há muito tempo, como o caso de lutos por morte de alguém e que a pessoa não conseguiu ultrapassar.

Baseada em métodos e técnicas cientificas o processo psicoterapeutico proporciona ao paciente um espaço reservado, sigiloso e acolhedor, capaz de estabelecer entre o terapeuta/psicólogo e o paciente uma relação de confiança que visa identificar e perceber situações conflituosas da vida da pessoa, para que esta possa ter mais tranquilidade, segurança e responsabilidade na tomada de decisão.

No que é que a psicoterapia pode ajudar a pessoa?

Ajuda na obtenção de auto -conhecimento, ou seja a perceber melhor o seu funcionamento, a desenvolver a auto-estima, a enfrentar os problemas, ajuda a superar dificuldades e compreender os conflitos emocionais, promove mudanças na visão que se tem de si mesmo e dos outros e das interacções, amplia a capacidade para experimentar emoções e harmoniza-las, ajuda a pessoa a sentir-se cada vez melhor e realizada há medida que a terapia prossegue. Se isso não acontecer deve mudar de psicólogo, embora, para que isso possa ser possível, leve algum tempo, mas nunca mais de dois a três meses.

Quanto tempo dura uma psicoterapia?

Dependendo do problema um tratamento leva de alguns meses a alguns anos. Não se alteram maneiras de estar na vida em apenas algumas sessões. Ao fim de um ano a pessoa deverá ser capaz de funcionar sozinha, se a terapia estiver a resultar. No entanto se quiser aprofundar o conhecimento de si próprio poderá prolongar a terapia, pois só tem benefícios a usufruir a longo prazo, pois este tratamento dura uma vida inteira.

Quando começar uma terapia?

Se a pessoa não se sente bem consigo e com os outros, quanto mais cedo começar melhor, pois mais tempo de vida tem para usufruir dessa mudança interior que se vai revelar na sua vida com os outros. No entanto não há idade para começar uma terapia. Os benefícios são tantos que é sempre aconselhável faze-lo seja criança, adolescente ou adulto.

Quanto custa fazer uma terapia
?

É um investimento para a vida inteira mas de onde se colhem juros muito altos, por isso uma boa aplicação. Custa menos que a utilização de medicamentos e o pagamento de consultas que duram apenas alguns minutos, embora os medicamentos por vezes ajudem o processo terapêutico. No entanto é sempre uma renda mensal durante algum tempo. Os preços em psicoterapia são diferentes das habituais consultas de psicologia geral, normalmente são combinados entre o paciente e psicoterapeuta.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Adolescentes

A adolescência é uma fase conturbada em que a saída da vida de criança para a vida adulta traz consigo duvidas, indecisões e muitas incertezas. Quem sou eu? Sou homem? Sou mulher? Porque é que me sinto estranho? Sinto-me feio. Gorda. Magra. Ninguém gosta de mim. Os meus pais não me compreendem.


Lidar com tudo isto é difícil quer para o adolescente quer para os pais. Por vezes é preciso ajuda especializada aos pais e ao adolescente para ultrapassar as questões normais da adolescência, uma fase muito conturbada para a família.

Também surgem muitas vezes situações mais complexas em que é urgente procurar ajuda psicoterapêutica. São elas as seguintes:


Problemas de agressividade
Problemas de depressão e ansiedade
Problemas de integração social e escolar
Problemas de alimentação (Bulimia e anorexia)
Problemas de imagem corporal (dismorfofobias)
Problemas de formação de identidade
Problemas ligados á sexualidade
Problemas da esfera familiar (conflitos com os pais)
Lutos difíceis
Fobias e obsessões



Pode marcar uma consulta de aconselhamento para decidir qual a melhor solução para o seu problema.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Crianças

O desenvolvimento infantil obedece a estádios em que as crianças da mesma idade, se tudo correr bem, fazem as mesmas coisas, com alguma diferença de tempo. É inevitável os pais não compararem o seu filho com filhos de amigos e familiares com a mesma idade. Por vezes pequenas diferenças de desenvolvimento, quando os pais são mais ansiosos fazem com que o casal ou mais frequente a mãe fiquem sem saber se a criança tem algum problema aumentando a sua ansiedade e preocupação. Perguntar a amigos e familiares também não lhe vai tirar as dúvidas. Marque uma consulta de aconselhamento e fique esclarecido.

Por outro lado, muitas vezes existem problemas com as crianças que requerem ajuda especializada e psicoterapia. Embora alguns problemas possam ser atenuados com o passar do tempo e a capacidade de adaptação da criança, nunca desaparecem por completo, podendo arrastar-se até á idade adulta. Procure psicoterapia para o seu filho seja criança mais crescida ou bebé de meses nos seguintes problemas:


Tristeza, apatia e indiferença
Medos (fobias) e ansiedades
Problemas de sono (pesadelos e insónias)
Problemas relacionados com a alimentação
Problemas de comportamento (agressividade, inibição, violência contra objectos e pessoas)
Problemas relacionados com o desempenho escolar
Problemas de integração com outras crianças
Problemas relacionados com o controlo de esfíncteres (enurese e encoprese)
Problemas relacionados com a aquisição da marcha e da fala.
Problemas de adaptação dos pais á criança ( recém nascidos)