Mostrar mensagens com a etiqueta psicoterapia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta psicoterapia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de março de 2010

Psicoterapia psicanalitica



Uma psicoterapia é, de uma forma simples, estabelecer uma nova relação com alguém que vai ser o depositário de todas as angústias, medos, fobias, perdas, entre outras emoções que possam estar a ser prejudiciais à vida da pessoa. A decisão de procurar um psicoterapeuta é por si só factor de ansiedade, porque é uma decisão tomada com base num sofrimento que já não se pode elaborar sózinho.

Quando se procura um profissional desta área a pessoa espera que seja alguém que escute e dê sentido ao que ali a trouxe, mas, no entanto por vezes surge o receio que a dor seja ainda mais exposta e a pessoa fique mais fragilizada. Penso que quase todas as pessoas quando chegam a um consultório de psicoterapia têm noção do seu verdadeiro problema e das suas origens. Poderão estar preparadas para o enfrentarem e a psicoterapia irá decorrer de forma normal, ou, se isso ainda não é possível pela fragilidade do ego, então poderá surgir o medo que o psicoterapeuta vá desenterrar demasiado os seus fantasmas e tornar ainda menos suportável a sua existência. Esses medos levam por vezes ao abandono da psicoterapia. A psicoterapia tem um tempo para acontecer, esse tempo é pessoal e tem que ser a pessoa a perceber se é a altura certa. No entanto por vezes a pessoa apenas quer saber o que tem, ou seja, ter uma compreensão do seu sofrimento. A isso chama-se consulta terapêutica.

Por outro lado existe o medo da relação terapêutica. O que é que ele, terapeuta (ou ela) vai fazer comigo? Que irá fazer com as minhas coisas? Será que as conta a alguém? Sou maluco por estar a fazer psicoterapia? Estas questões surgem sempre embora não sejam ditas de forma espontânea muitas vezes, a não ser quando o psicoterapeuta as verbaliza ao paciente. No entanto este processo não tem que ser doloroso embora por vezes numa situação ou noutra a pessoa saia das sessões mais frágil por ter remexido em algo que estava adormecido no inconsciente.

Alguns pacientes que abandonam a terapia, sempre nas sessões iniciais, é pelo facto de não quererem ver remexido algo que sabem que têm mas ainda não estão preparados para ouvir e falar. Outras vezes será por falta de empatia com o terapeuta, porque se trata de uma relação e, ambos têm que sentir que há condições para trabalhar.
Outro entrave à procura de psicoterapia é a dificuldade que muitas pessoas têm em estabelecer uma relação, logo, isso será um obstáculo ao processo uma vez que a tendência da pessoa é fugir das sessões, por temer ficar demasiado ligada.

Portanto, este processo não é isento de medos, angústias e até incertezas. Mas até é saudável que assim seja, uma vez que as relações humanas são pejadas disso e é necessário aprender a viver com tudo isso. O que importa, se a psicoterapia tiver um desenrolar evolutivo, como se espera, é poder esclarecer todas essas dúvidas durante o processo, ganhar confiança e auto-estima, e ter certezas que existe para o terapeuta numa nova relação que se pretende transformadora para ambas as partes.

Paciente e psicoterapeuta fazem um par em que as realidades de ambos se cruzam e se ajustam numa nova relação que deverá permitir ao paciente “crescer” retomando o seu desenvolvimento parado no tempo, lá atrás, talvez na sua infância, ou quiçá numa outra fase da sua vida e assim alcançar um bem-estar que lhe permita viver bem com a sua realidade, ficando livre para amar e trabalhar como postulou Freud.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Porquê fazer psicoterapia?

"Percorrer um caminho interrompido algures no desenvolvimento da pessoa."
Muitas pessoas ainda deixam de procurar um psicoterapeuta por preconceito ou vergonha. Para muitos, psicólogos só tratam loucos. Outros pensam: Porquê ir a um psicoterapeuta se pode conversar com um amigo ou ler um livro de auto-ajuda?Quantas vezes não contamos algo a alguém em busca de apoio e compreensão, somente para no fim nos sentirmos incompreendidos e decepcionados? Um amigo pode ajudar, mas não é um profissional, não conseguirá ser imparcial e provavelmente não está capacitado para ajudá-lo diante do enorme leque de dificuldades que encontramos durante a vida. Há aqueles que duvidam que "conversar" possa ajudar em alguma coisa, mas a palavra é capaz de curar. Hoje em dia as pesquisas na área das neuro-ciências já comprovam a eficácia e os benefícios da psicoterapia. Desta forma, a tendência é que com o tempo o estigma vá diminuindo e as pessoas percebam que o cuidado preventivo com a saúde mental, é tão importante quanto cuidar da saúde física.Muitos dos problemas com que lidamos na psicoterapia estão fora do alcance da nossa consciência. Ou seja: padrões inconscientes influenciam a maneira como agimos e como nos sentimos. O psicoterapeuta é um profissional treinado e formado para perceber esses padrões, e ajudar o paciente a percebê-los e a mudá-los.Em muitos casos, sabemos o que devemos fazer, mas não conseguimos. Isso ocorre porque existe uma diferença entre a compreensão intelectual de uma coisa, e a compreensão que vem do insight terapêutico, que ocorre de forma mais ampla do que a compreensão intelectual. As pessoas geralmente evitam procurar ajuda de um psicoterapeuta até que a situação se torne insustentável, ou que apareçam sintomas físicos. A separação entre o corpo e a mente só existe na teoria. Na prática, você é o seu corpo, e cada vez mais as pesquisas comprovam o quanto aquilo que sentimos e pensamos afeta o funcionamento do nosso corpo físico. Quando a psique está em desarmonia e não cuidamos dela, acabam surgindo sintomas físicos ou doenças psicossomáticas. Esses são os sinais de alerta do corpo, de que algo não vai bem.

sábado, 18 de abril de 2009

Psicoterapias: termináveis ou intermináveis?

Fazendo uma pesquisa em sites que falam de psicoterapia fui lendo vários depoimentos de pessoas leigas na matéria e que podem induzir em erro quem esteja interessado em fazer uma psicoterapia por necessitar e, assim fique a pensar que se a iniciar nunca mais vai sair dali. Essa atitude baseada em crenças deste tipo pode fazer a diferença entre a cura e o perpetuar a doença. É comum ouvir-se dizer na comunidade científica que as análises e as psicoterapias são intermináveis. Isto é verdade mas apenas pelo facto de quando a terminamos com o nosso analista ou psicoterapeuta a continuamos pela vida fora, sozinhos, uma vez que já adquirimos a função analisante, ou seja a função de pensar sozinhos como se estivéssemos a pensar com o nosso analista. Falo na primeira pessoa porque todos os analistas e psicoterapeutas de orientação analítica têm que efectuar uma análise ou psicoterapia com fins didácticos.
Outro aspecto que muitas vezes os clientes referem no início da psicoterapia é o terem medo de ficar dependentes do psicoterapeuta. Isso só acontece se a psicoterapia estiver a ser mal conduzida, porque um dos seus objectivos é tornar a pessoa autónoma. Claro que ao fim de algum tempo esse receio desaparece e, a qualidade que a pessoa começa a ter na sua vida fá-la continuar até atingir um estado pleno de bem-estar.

Em quanto tempo é que esse estado de bem-estar é alcançado? Meses? Anos?

Depende sempre da gravidade do problema e dos objectivos da pessoa. Se a situação for simples (situações de depressibilidade que provocam mal estar a vida inteira e que por vezes se resolvem com alguns meses de psicoterapia) e a pessoa pretenda apenas a remoção dos sintomas, por vezes é rápido de resolver, se a pessoa pretende ir mais fundo no seu modo de funcionamento (alteração da estrutura de personalidade), então será sempre mais de um ano.
Tudo depende da gravidade do problema, se os sintomas são mais neuróticos (fobias, obsessão, histeria), depressivos então tudo se resolve com mais rapidez, se o caso for mais do âmbito da psicose (mais desorganizado), então ai requer uma intervenção conjugada (psicoterapeuta, psiquiatra, serviços sociais e família) e prolongada no tempo pois o objectivo é a qualidade de vida da pessoa com psicose.
Convêm que o leitor fique ciente que não psicoterapias intermináveis, a relação com o psicoterapeuta ou analista não causa dependência (é uma dependência boa), e as vantagens de passar por um processo desses podem fazer a diferença entre viver com saúde ou doente o resto da vida. de considerar que uma pessoa com doença psíquica na família altera todo o ambiente familiar. Se o problema se resolver então a dinâmica familiar irá alterar-se. Todos beneficiam.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O que é a psicoterapia?

A psicoterapia é um processo de tratamento que tem como objectivos a elaboração e expressão de emoções que muitas vezes nos incomodam e provocam sofrimento. Trata diversos problemas psicológicos, entre os quais a depressão, a ansiedade e as dificuldades de relacionamento com outras pessoas são os mais comuns.

O tratamento destes problemas é feito através de sessões semanais de 50 minutos com um psicólogo que seja também psicoterapeuta. A psicoterapia pode ser combinada com outros tratamentos nomeadamente os medicamentos, que não curam os problemas mas aliviam os sintomas. Uma pessoa com depressão não se cura só com a ingestão de antidepressivos ou ansioliticos, podendo permanecer deprimida muito tempo.

A psicoterapia é uma forma muito eficaz de resolução de problemas ao nível psíquico, mesmo aqueles que duram há muito tempo, como o caso de lutos por morte de alguém e que a pessoa não conseguiu ultrapassar.

Baseada em métodos e técnicas cientificas o processo psicoterapeutico proporciona ao paciente um espaço reservado, sigiloso e acolhedor, capaz de estabelecer entre o terapeuta/psicólogo e o paciente uma relação de confiança que visa identificar e perceber situações conflituosas da vida da pessoa, para que esta possa ter mais tranquilidade, segurança e responsabilidade na tomada de decisão.

No que é que a psicoterapia pode ajudar a pessoa?

Ajuda na obtenção de auto -conhecimento, ou seja a perceber melhor o seu funcionamento, a desenvolver a auto-estima, a enfrentar os problemas, ajuda a superar dificuldades e compreender os conflitos emocionais, promove mudanças na visão que se tem de si mesmo e dos outros e das interacções, amplia a capacidade para experimentar emoções e harmoniza-las, ajuda a pessoa a sentir-se cada vez melhor e realizada há medida que a terapia prossegue. Se isso não acontecer deve mudar de psicólogo, embora, para que isso possa ser possível, leve algum tempo, mas nunca mais de dois a três meses.

Quanto tempo dura uma psicoterapia?

Dependendo do problema um tratamento leva de alguns meses a alguns anos. Não se alteram maneiras de estar na vida em apenas algumas sessões. Ao fim de um ano a pessoa deverá ser capaz de funcionar sozinha, se a terapia estiver a resultar. No entanto se quiser aprofundar o conhecimento de si próprio poderá prolongar a terapia, pois só tem benefícios a usufruir a longo prazo, pois este tratamento dura uma vida inteira.

Quando começar uma terapia?

Se a pessoa não se sente bem consigo e com os outros, quanto mais cedo começar melhor, pois mais tempo de vida tem para usufruir dessa mudança interior que se vai revelar na sua vida com os outros. No entanto não há idade para começar uma terapia. Os benefícios são tantos que é sempre aconselhável faze-lo seja criança, adolescente ou adulto.

Quanto custa fazer uma terapia
?

É um investimento para a vida inteira mas de onde se colhem juros muito altos, por isso uma boa aplicação. Custa menos que a utilização de medicamentos e o pagamento de consultas que duram apenas alguns minutos, embora os medicamentos por vezes ajudem o processo terapêutico. No entanto é sempre uma renda mensal durante algum tempo. Os preços em psicoterapia são diferentes das habituais consultas de psicologia geral, normalmente são combinados entre o paciente e psicoterapeuta.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

Pablo Picasso ( Sonhos desfeitos)


Serviços disponibilizados :

Psicoterapia de adultos


Psicoterapia de crianças e adolescentes


Aconselhamento conjugal


Aconselhamento profissional

Aconselhamento de pedagogia terapeutica


Orientação Vocacional


Avaliação psicológica


Aconselhamento online

Perguntas sobre o processo e os diversos serviços disponibilizados

Como marcar consulta?

Se tem um problema que já persiste há algum tempo e que tem piorado ou não encontra forma dele desaparecer não hesite marque a consulta. O problema não desaparece por si. Pelo contrário, agrava-se. Marque o nº de telemóvel que consta na pagina inicial ou mande um email prévio.

Quem me vai atender quando fizer o primeiro contacto?

Quem o vai atender será a Dra. Lídia Craveiro. Se não atender quando você fizer a chamada irá ligar-lhe de volta assim que estiver disponível.

Quem me vai receber na primeira consulta? Vou esperar numa sala de espera com outras pessoas?

Não. Na primeira consulta como em todas as seguintes será sempre recebido pela Dra. Lídia Craveiro. As consultas presenciais são de 50 minutos e não encontrará ninguém na sala de espera porque na psicoterapia os clientes são atendidos há hora marcada e a consulta termina passados 45/50 minutos. Só passados 10 minutos é que volta a entrar outro cliente não havendo hipótese de encontros. A psicoterapia psicanalítica é um processo que obedece a regras de confidencialidade por isso não existe recepcionista nem sala de espera.


Como é que vai ser a primeira consulta?

Na primeira consulta, cliente e psicoterapeuta ficam sentados em sofás quase frente a frente, mas em posições que não haja contacto directo do olhar. A Psicoterapeuta irá ouvir o cliente de forma atenta de forma a avaliar os problemas trazidos. Se uma consulta não chegar para o efeito, então fará mais algumas. No final da primeira consulta deverá dar um feedback ao cliente da avaliação que fez do problema. De seguida consoante a natureza do problema o psicoterapeuta propõe ao cliente um plano de tratamento e explica as condições do contacto terapêutico.


O que é o contrato terapêutico?

O contrato terapêutico é o acordo que o paciente e o psicólogo fazem relativamente ao processo psicoterapeutico. Inclui o número de sessões por semana, o preço por sessão, a modalidade de pagamento (se é pago no fim do mês ou no fim de cada sessão), o horário estabelecido e as normas relativas às faltas e interrupções das sessões. Uma vez estabelecido o contrato terapêutico deve ser escrupulosamente cumprido tanto pelo psicoterapeuta como pelo paciente.


Quando é que devo consultar um psicólogo clínico?
Sempre que:

  1. Sentir que está diferente e se sentir incomodado com essa diferença

  2. Apresentar sintomas de qualquer perturbação psíquica, por exemplo, medos irracionais, ansiedade, alterações de humor, descontrolo dos impulsos, propensão a beber de mais ou a consumir drogas, alterações do seu comportamento sexual, insegurança excessiva, estados depressivos, etc.

  3. Se perdeu um familiar querido ou se teve que enfrentar uma situação de vida potencialmente traumatizante.

  4. Se tem uma doença crónica ou incapacitante .

  5. Se tem crises de pânico.

  6. Se tem alguma doença física com uma forte componente psicossomática do tipo alergias, perturbações gastrointestinais, perturbações de pele (queda de cabelo, eritemas, urticária, etc.), tensão arterial alta, etc.

  7. Sentir-se triste e sem vontade de viver.

  8. Se tem uma baixa auto-estima e dificuldades ao nível escolar ou profissional.

  9. Emocionar-se com excessiva facilidade.

  10. Se os outros o acusam de ser egoísta, frio e distante .

  11. Se tem dificuldade em encontrar um parceiro amoroso que o(a) satisfaça(o).

  12. Se tem dificuldade em manter as relações amorosas (salta de namorada(o) frequentemente).

  13. Sentir-se excessivamente cansado e desmotivado e os médicos não encontram uma causa física que o justifique .

  14. Se está preocupado com o seu filho.

  15. Se tem o sentimento que a sua relação conjugal está a sofrer o desgaste do stress do dia-a-dia e teme a rotura .

Porque são as psicoterapias dinâmicas/psicanalíticas mais longas que as outras?
As psicoterapias são muito demoradas porque a mente humana não muda com facilidade. Todos nós nos habituamos a ver a vida de uma determinada forma e a sentir determinadas emoções como boas ou más. Os padrões base da personalidade estão alicerçados nas nossas experiências infantis e promover a modificação desses padrões é algo que demora algum tempo, no entanto o seu efeito tende a ser duradoiro.